Caminhada contra abuso e exploração sexual de crianças une comunidade de Colíder
Autor: Sérgio Ober
Data: 21 de Maio de 2019
Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio, a comunidade de Colíder participou na sexta-feira (17.05) de uma caminhada pela avenida Marechal Rondon, no centro da cidade. A saída aconteceu em frente ao antigo Posto Minuano e seguiu até a Igreja Matriz.
A atividade integra a campanha nacional “Faça Bonito” e foi organizada pela Prefeitura de Colíder e Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro Especializado de Referência de Assistência Social (Creas).
A secretária Ana Tomiyoshi comemora o envolvimento da comunidade na luta pelo combate ao abuso contra menores de idade. “Uma caminhada que teve muito sucesso. Teve a participação das escolas, comércio, do poder judiciário, da promotoria e de todas as famílias de Colíder. A gente agradece em nome da prefeitura a participação de todos”.
TRAGÉDIAS COTIDIANAS
A coordenadora do Cras, Márcia Chagas, enaltece o interesse crescente dos moradores pelas ações contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. “O objetivo do governo municipal está tendo êxito. Conseguimos com que toda a sociedade participasse. Muitos empresários aderiram na luta contras essas tragédias que acontecem no nosso dia a dia”.
O delegado Ruy Guilherme Peral da Silva relata que a Polícia Civil de Colíder está atenta aos crimes contra a criança e pede que as pessoas denunciem. “Temos muitas situações de violações sexuais contra crianças e adolescentes. A população pode contar com a Polícia Civil e denunciar casos através dos telefones 3541-1193 e 9.9914-0197, que é disque-denúncia e WhatsApp, ou nos procurar pessoalmente na delegacia”.
FAÇA BONITO
A Prefeitura de Colíder aderiu à Campanha Faça Bonito, que tem o 18 de maio como um dia nacional de mobilização. A proposta é mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, para que tenham garantido o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida.
A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES), um crime chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de oito anos de idade, que foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. Apesar de sua natureza hedionda, o crime permanece impune até hoje.
Redação: Sérgio Ober