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SAÚDE PÚBLICA
Colíder avança na integração entre agentes de saúde para fortalecer combate às endemias
Modelo unifica atuação dos ACS e ACE no território e amplia capacidade de prevenção contra dengue, zika e outras doenças
Autor: Assessoria Data: 29 de Maio de 2026

Colíder avança na integração entre agentes de saúde para fortalecer combate às endemias
Foto por: Assessoria

A reorganização das equipes de saúde que atuam diretamente nos bairros começou a ganhar forma em Colíder. A Secretaria Municipal de Saúde promoveu nesta quarta-feira (27/5), no campus da Unemat, um encontro voltado à integração entre os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE). A iniciativa marca o início da implantação do modelo de atuação integrada previsto pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) para ampliar cobertura preventiva e o fortalecimento das ações de vigilância em saúde no município.

Participaram da reunião a secretária municipal de Saúde, Mara Lemos, o auditor em Saúde Pública de Paranaíta, Valdecir Correia Paz, e a coordenadora da Atenção Primária à Saúde, Giseli de Oliveira Lopes. Durante o encontro, os profissionais discutiram a reorganização das equipes e a adoção do conceito de “território único”, que aproxima as ações da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde.

Pelo novo formato, os agentes comunitários passam a incorporar às visitas domiciliares a observação de quintais, caixas d’água e possíveis focos de vetores e animais peçonhentos. Já os ACEs concentrarão o trabalho em terrenos baldios, espaços públicos, órgãos municipais, levantamentos técnicos e relatórios epidemiológicos.

Para Mara Lemos, a integração busca tornar o atendimento mais eficiente e reduzir o tempo de resposta diante dos riscos sanitários identificados nos bairros. “Estamos fortalecendo o trabalho na ponta. O agente que já conhece a realidade da família também passa a identificar situações ambientais que podem trazer risco à saúde. Isso melhora o acompanhamento e agiliza as ações preventivas”, avalia a secretária.

EXPERIÊNCIA QUE VIROU REFERÊNCIA

O encontro também trouxe a experiência de Paranaíta, município considerado pioneiro no Brasil na adoção da integração entre ACS e ACE. O auditor Valdecir Correia Paz apresentou os resultados obtidos após a implantação do modelo.

Segundo ele, a mudança ampliou a efetividade das ações de combate às arboviroses e fortaleceu serviços ligados ao controle da malária, pesquisa de triatomíneos, campanhas de vacinação antirrábica e monitoramento de pontos estratégicos. “O grande ganho foi a troca de informações em tempo real. Hoje as equipes conseguem agir de forma muito mais rápida e precisa”, informa.

Um dos dados apresentados mostra que o número médio de imóveis visitados diariamente subiu de 80 para 113 após a reorganização das equipes. A experiência de Paranaíta ganhou reconhecimento nacional e foi finalista da Mostra Saúde com Agente, realizada em 2023, com o projeto “O mapa da integração, a ferramenta poderosa idealizada pelas equipes de Paranaíta”.

ATUAÇÃO CONJUNTA

Atualmente, atuam em Colíder 59 ACSs e 19 ACEs. A integração das equipes é apontada pelo Ministério da Saúde como uma das principais estratégias para ampliar a capacidade de prevenção e antecipação de crises sanitárias nos municípios.

No modelo tradicional, os dois grupos atuavam de maneira separada. Enquanto os agentes comunitários acompanhavam famílias pela Estratégia Saúde da Família, os agentes de endemias realizavam visitas independentes para controle de vetores e fiscalização ambiental.

Com a nova diretriz, as equipes compartilham informações e organizam as ações de forma conjunta. Na prática, isso permite que um caso suspeito de dengue identificado durante uma visita domiciliar seja imediatamente comunicado aos profissionais responsáveis pelo bloqueio e eliminação de criadouros naquela região.

Em Colíder, a integração ganha importância especialmente nos períodos de maior circulação de dengue, zika e chikungunya. A proposta é unir conscientização, monitoramento e resposta rápida em um mesmo fluxo de trabalho.

“Esse alinhamento reduz retrabalho, amplia a cobertura das equipes e melhora o atendimento à população. O cidadão passa a enxergar uma rede de saúde mais conectada e presente nos bairros”, conclui a secretária Mara Lemos.

Redação: Assessoria

 


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