A Prefeitura de Colíder e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Alta Floresta iniciaram nesta segunda-feira (19/10) as discussões para ampliar a oferta gratuita de cursos técnicos e profissionalizantes no município. A proposta foi apresentada pela entidade durante reunião na Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Emprego, Renda e Turismo e prevê formações destinadas tanto à população de Colíder quanto a moradores de cidades da região.
Participaram da reunião o secretário municipal de Indústria, Comércio, Emprego, Renda e Turismo, Leandro Kessler, o vice-prefeito Lourenço Marani, o secretário adjunto de Indústria e Comércio, Leandro Feriani, o gerente de Unidade Operacional do Senai de Alta Floresta, Machsuel Francisco Raymundo, e a coordenadora de Educação da instituição, Lorena Lopes Caldart.
Kessler informa que a conversa foi a primeira etapa para avaliar quais cursos poderão ser implantados. A grade ainda não foi definida, mas a discussão já apontou para áreas relacionadas ao setor de serviços, com atenção especial às atividades ligadas ao agronegócio e à manutenção de máquinas.
“Precisamos olhar para aquilo que o mercado de Colíder está pedindo. Hoje há demanda por mão de obra em manutenção, máquinas e serviços ligados ao agronegócio. A ideia é criar condições para que a pessoa possa se qualificar aqui e encontrar trabalho aqui mesmo”, explica Kessler.
DEMANDA REGIONAL
A avaliação da Secretaria de Indústria e Comércio é de que a formação profissional dentro do município pode reduzir uma dificuldade enfrentada atualmente por produtores e empresas, que recorrem a trabalhadores de outros centros para determinados serviços. A implantação dos cursos também poderá atender moradores dos municípios vizinhos, fazendo de Colíder um ponto regional de formação profissional.
Kessler observa que profissionais de Alta Floresta, Sinop e Sorriso são contratados para atender parte dessas demandas em Colíder, situação que aumenta os custos para quem precisa do serviço. “Quando o produtor precisa trazer um profissional de outra cidade, há deslocamento e outros custos. Se conseguirmos formar essa mão de obra em Colíder, atendemos uma necessidade do mercado e, ao mesmo tempo, abrimos uma possibilidade de trabalho para quem mora aqui”, ressalta.
O secretário avalia ainda que a definição das capacitações deve considerar as oportunidades efetivamente disponíveis no mercado, incluindo o setor rural. “O curso precisa ter ligação com a realidade de Colíder e da região. Não adianta formar por formar. O objetivo é oferecer uma qualificação que dê ao aluno condições de entrar no mercado e às empresas a possibilidade de encontrar profissionais preparados aqui”, pontua Kessler.
CURSOS NAS ESCOLAS
A reunião tratou ainda da ampliação do Qualifica Colíder, programa que já mantém parceria entre o município e o Senai para a oferta de capacitação profissional. Uma das possibilidades em análise é levar cursos gratuitos a estudantes do ensino médio. A intenção é formar turmas nas próprias escolas e permitir que os alunos façam a capacitação no contraturno.
O Senai possui cursos destinados a participantes a partir dos 14 anos. “Nós queremos identificar, dentro da programação do Qualifica Colíder, quais cursos podem ser oferecidos a esses jovens em parceria com as escolas. O aluno poderia concluir o ensino médio já com uma qualificação e com conhecimento para exercer uma profissão”, acrescenta Kessler.
Entre as áreas de formação oferecidas pelo Senai estão administração, segurança do trabalho, eletrotécnica, eletromecânica, desenvolvimento de sistemas, informática, eletricidade, manutenção mecânica e automotiva, além de operação de máquinas e equipamentos. Há ainda cursos de aperfeiçoamento e capacitações relacionadas às normas de segurança do trabalho.
Redação: Assessoria