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Estudantes de Colíder recebem informações sobre gravidez na adolescência; situação atinge todos os níveis sociais
Autor: Sérgio Ober Data: 27 de Fevereiro de 2019

Estudantes de Colíder recebem informações sobre gravidez na adolescência; situação atinge todos os níveis sociais
Foto por: Nina Silva

A gravidez na adolescência foi tema de uma palestra ministrada nesta terça-feira (26.02), no auditório do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), para 120 alunos de 13 a 16 anos da Escola Estadual André Maggi.

O evento fez parte da programação na Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência promovida em fevereiro pela Secretaria Municipal de Assistência Social, o Cras e o serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif).

A assistente social Jaqueline Coelha Oliveira, técnica de referência do Paif, informa que foram apresentadas orientações aos estudantes sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência de gravidez na adolescência.

A psicóloga Renata Barbosa Alves, da saúde básica municipal, abordou fatores que favorecem a gravidez precoce. Também fez um alerta sobre os problemas psicológicos, sociais e econômicos que uma gravidez desencadeia na vida da menina e no cotidiano familiar.

“As estudantes concordaram que que lugar de adolescente é na escola, e não no posto de saúde, fazendo pré-natal”, relata Jaqueline. “Todas conhecem os inconvenientes de uma gravidez precoce dentro da família e para o desenvolvimento profissional”.

DESINFORMAÇÃO E PROBLEMA SOCIAL

No Brasil, onde não há controle de natalidade e onde o planejamento familiar e a educação sexual ainda são assuntos pouco discutidos, a gravidez na adolescência acaba se tornando um problema social grave a ser resolvido. Existe ainda a rejeição das famílias e a saúde das gestantes. 

Das 30 gestantes atendidas em 2018 pelo Paif, 24 delas eram adolescentes. Conforme Jaqueline, a situação é equivalente em todos os níveis sociais. Ela comenta que um bate-papo com 60 alunos que participaram da palestra no Cras revelou que na família de 16 haviam casos de gravidezes precoces.

A desinformação e a fragilidade da educação sexual são questões problemáticas. Para a assistente social, é importante que as adolescentes abram o diálogo com os pais, para tirar dúvidas e buscar esclarecimentos sobre medidas preventivas no sexo. “Muitas engravidam porque mantém relacionamentos escondidos dos pais, não se previnem”, ressalta Jaqueline.

ORIENTAÇÃO E APOIO

A adolescência é o momento de formação escolar e de preparação para o mundo do trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase, portanto, significa o atraso ou, até mesmo, a interrupção desses processos, comprometendo o início ou o desenvolvimento profissional.

Jaqueline Coelha Oliveira orienta que a adolescente que não encontra informações sobre o tema em casa pode procurar os profissionais do Cras e das unidades básicas de saúde do município. “As equipes de saúde e de assistência social estão sempre prontas e preparadas para atender as meninas e fornecer informações”.

O evento realizado pela Secretaria de Assistência Social está inserido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), através da Lei nº 13.798/2019, e visa fortalecer as ações voltadas para as famílias, principalmente aquelas com membros adolescentes.


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