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Palestra da Secretaria de Assistência Social de Colíder faz alerta sobre danos causados pelo álcool; consumo cresce 43% em 10 anos
Autor: Sérgio Ober - Assessor de ImprensaData: 21 de Fevereiro de 2019
Foto por: Nina silva
O uso de drogas e álcool está aumentado muito nos últimos anos no Brasil. E essa tendência também se reproduz em Colíder. É um comportamento que afeta as famílias e toda a sociedade, trazendo problemas sociais graves e prejuízo financeiro aos setores da saúde pública, da economia e de segurança.
Para fazer um alerta e conscientizar as pessoas, a Secretaria Municipal de Assistência Social, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) realizaram nesta quarta-feira (20.02) um evento com informações e orientações sobre a prevenção ao alcoolismo e às drogas.
As palestras foram proferidas por Adalberto Soares Frutuoso, coordenador do projeto ‘Maçonaria contra as drogas em favor da vida’ e membro do Alcoólicos Anônimos, e pelo juiz da 1ª Vara Única de Colíder, Fernando Kendi Ishikawa.
O CAMINHO É A PREVENÇÃO
O prefeito Noboru Tomiyoshi diz que a Prefeitura de Colíder oferece apoio às pessoas e famílias que buscam ajuda para frear o alcoolismo. “O consumo de álcool e de drogas ilícitas é um problema social e que precisa de alertas através de campanhas e da prevenção. Não se pode permitir que entre em nossas famílias. É importante que a pessoa se conscientize sobre o vício e procure ajuda. Ou seja, é importante a gente saber os nossos limites”.
Para o juiz Ishikawa, o Brasil carece de políticas públicas efetivas. Ele aposta na atuação preventiva como ferramenta de baixo custo no combate ao alcoolismo. “Segundo dados da Organização Mundial de Saúde [OMS], a cada um dólar investido em campanhas preventivas são economizados outros quatro dólares em medicina curativa. Então, a prevenção tem importância muito grande, principalmente entre os mais jovens”, avalia o magistrado.
Sobre o internamento coercitivo do dependente grave de álcool, o vice-prefeito de Colíder, Massahiro Ono, afirma que a medida não traz resultados práticos. “Não causa efeito algum. O importante é a família estar engajada em ajudar a pessoa. Não se deve tratar o alcoólico como uma pessoa sem caráter e que não tem vergonha na cara. Essa pessoa está doente e precisa ser tratada. É importante que a família entenda isso, que coopere com o seu tratamento”.
CONSUMO CRESCE 43%
Adalberto Frutuoso destaca que o consumo de álcool e drogas afeta, cada vez mais, as crianças e adolescentes. “O meu público-alvo é a criançada, porque eu me tornei alcoólatra muito cedo. E tenho tido bastante êxito através das minhas informações. O primeiro passo ao tratamento é a aceitação, seguida da procura aos serviços de assistência social, que farão o encaminhamento adequado”, sugere.
Nos últimos 10 anos, segundo Frutuoso, ocorreu um crescimento acentuado de 43,5% no número de dependentes de álcool no Brasil. O consumo per capita nesse período passou de 6,2 litros para 8,9 litros. A mulheres passaram a consumir 24% mais.
A assistente social Taís Ribeiro Basaia Alonso, do Creas, diz que a Secretaria de Assistência Social de Colíder auxilia os interessados no encaminhamento ao tratamento através da Defensoria Pública – para os casos que exigem internação compulsória –, Pastoral da Sobriedade ou comunidades terapêuticas.
Ela acrescenta que o alcoolismo é considerado doença pela Organização Mundial da Saúde. A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua saúde e a própria vida, acaba afetando de maneira abusiva a família, os amigos e o ambiente de trabalho.