O avanço sazonal de vírus respiratórios acendeu o alerta epidemiológico em Colíder. Somente nos primeiros 30 dias de março, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 24 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Todos casos que exigiram hospitalização. O número representa um salto de 250% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados sete registros.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento Básico reorganizou o fluxo de atendimento nas unidades de saúde para garantir assistência prioritária aos grupos de risco, especialmente crianças menores de dois anos, que compõem a parcela mais afetada no momento.
Nos últimos 30 dias, conforme a secretária Mara Lemos Martins, o crescimento total das notificações de SRAG atingiu a marca de 400%. O monitoramento laboratorial identifica uma circulação simultânea de múltiplos agentes, como Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Coronavírus e Adenovírus.
O que mais chama a atenção das autoridades, no entanto, é a presença do Metapneumovírus. "É importante destacar o aumento da circulação do Metapneumovírus, um vírus que antes era pouco detectado e, neste ano, tem sido identificado com frequência em nossas análises", explica, Mara Lemos.
FLUXO DE ATENDIMENTO
Com as unidades de saúde operando acima da capacidade normal, a estratégia da prefeitura foca na triagem eficiente para evitar o colapso do Hospital Regional e do Pronto Atendimento Municipal (PAM). A recomendação é que pacientes com sintomas leves, como coriza e febre baixa, devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou o Programa Saúde da Família (PSF). O isolamento domiciliar, aliado ao repouso e hidratação, é a medida principal para casos não complicados.
"Crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades com sintomas leves podem buscar sua unidade básica de referência para o primeiro atendimento", orienta Mara Lemos. O Pronto Atendimento Municipal deve ser reservado para quadros de "sinais de alerta", como falta de ar, dor no peito, confusão mental ou febre persistente.
Mara alerta ainda sobre os riscos de contágio em ambientes de pronto atendimento e hospitais, que são locais de alta circulação de doenças transmitidas pelo ar. Segundo ela, muitas pessoas buscam essas unidades sem necessidade urgente, expondo desnecessariamente recém-nascidos e pessoas saudáveis a um ambiente severamente contaminado.
“A nossa orientação é que o Hospital Regional e o PAM sejam procurados estritamente em casos de urgência, priorizando o isolamento e o cuidado básico para evitar que o paciente saia da unidade com uma condição de saúde ainda mais agravada pela exposição viral”, orienta a secretária de Saúde de Colíder.
PREVENÇÃO E VACINAÇÃO
O prefeito de Colíder, Rodrigo Benassi, reforça que o empenho da gestão está voltado para o suporte integral à população e a preparação para a imunização em massa. "Estamos trabalhando intensamente para estruturar nossas unidades e oferecer o suporte necessário neste momento de pico epidemiológico. Nossa prioridade é salvar vidas e garantir que cada cidadão receba o cuidado adequado enquanto aguardamos o envio das doses pelo Estado", afirma o prefeito.
A expectativa é que a campanha de vacinação contra a gripe tenha início ainda na primeira quinzena de abril, assim que o município receber os lotes de doses. Enquanto a vacina não chega, a Vigilância Sanitária reforça a necessidade da etiqueta respiratória, como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e a higienização frequente das mãos. O uso de máscaras segue recomendado para qualquer pessoa que apresente sintomas gripais, visando interromper a cadeia de transmissão comunitária.
Redação: Assessoria