A 2ª Vara da Comarca de Colíder, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou na tarde da última terça-feira (26) uma roda de conversa com o tema “Entrega Voluntária para Adoção”. O evento fez parte da programação alusiva ao Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, data criada para incentivar a reflexão sobre a importância da adoção e dar visibilidade ao direito de crianças e adolescentes à convivência familiar.
A ação teve como objetivo orientar e informar a população sobre o procedimento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante à gestante ou à mãe o direito de entregar voluntariamente o bebê à Justiça da Infância e Juventude de forma legal, segura e sigilosa. Participaram do evento a secretária Michele Schenkel, a juíza da 2ª Vara de Colíder, Nathalia de Assis Camargo Franco, o psicólogo Tiago Pires Sousa e a defensora pública Caroline Maat Rodrigues Sakaui.
INFORMAÇÃO
Michele Schenkel destaca a importância de ampliar o conhecimento da população sobre esse tema tão relevante, que precisa ser tratado com cuidado, acolhimento e responsabilidade, levando informação sem julgamentos. “É um gesto de amor e acolhimento das famílias que optam pela adoção, transformando vidas por meio do cuidado e da construção de novos laços familiares”, afirma a secretária.
O encontro reforçou a importância da entrega voluntária como um ato de responsabilidade e proteção à criança. “Mais que um direito, um ato de amor. Longe de ser abandono, a entrega voluntária é uma escolha madura e responsável. Ela protege a vida do bebê e garante que ele seja acolhido por uma família habilitada, evitando o desamparo ou adoções ilegais”, destaca a juíza Nathalia.
PROCEDIMENTOS E GARANTIAS
O psicólogo Tiago Sousa explica os procedimentos realizados desde a manifestação do desejo da mãe pela entrega até a consolidação da adoção pela nova família, ressaltando o acolhimento prestado durante todo o processo.
Caroline Sakaui também enfatiza a importância da disseminação dessas informações e o papel fundamental dos profissionais da saúde pública na identificação e orientação de mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade.
“Garantir o futuro de nossas crianças e adolescentes é um dever compartilhado entre o Poder Público, o Judiciário e toda a sociedade civil. Seja pela adoção, pela entrega consciente ou pelo apadrinhamento, sempre existe uma forma de transformar vidas”, completa Nathalia.
Redação: Assessoria